15 de agosto de 2017

" Quando se perde o direito de ser diferente, perde o privilégio de ser livre". ( Charles Evans Hughes)

"Amar não significa tornar o outro adaptado, submisso ou semelhante a nós. Amar significa libertá-lo, deixá-lo livre, deixá-lo viver." - Penny Mc Lean

Terminologia: Pessoa com Deficiência

6 de agosto de 2017

Dando a cara para bater



Achei sensacional! Serve para todos os tempos onde as pessoas lançam a sua crueldade nas outras pessoas por serem " diferentes".

Adoro esse moço ele escreveu:

DANDO A CARA PARA BATER

Toda vez que eu apanhava na escola por ser diferente, por ser feio, por falar errado, por ser desengonçado, por não obedecer os padrões, o meu irmão mais velho passava mercúrio nos meus joelhos esfolados e soprava as feridas para não arder. Lembro que ele me dizia:
- Estou soprando as velas de aniversário de sua coragem!
De ferida a ferida, de cicatriz a cicatris, o preconceito ainda vai cansar de sangrar.

(Carpinejar)

Olha que legal: Um médico mineiro "desenhou"a receita para o paciente idoso

Limites , Rotinas e nossos filhos


Limites e rotina são importantes a todo e qualquer ser humano. E por ter uma filha que é uma Pessoa com Deficiência Física muitas pessoas ao longo desses anos questionaram meus posicionamentos. Posicionamentos esses que acredito, que mantenho e que foram sempre apoiados por educadores, terapeutas e pessoas estudadas no assunto que me afirmam que estou agindo corretamente.

Embora algumas pessoas achem que dar limites à minha filha não pode, e já ouvi algumas me dizer:  - Ela não entende! Sempre rebato com outra pergunta: - Você sabe se realmente ela não entende? 

Não podemos afirmar até que ponto eles entendem, mas são capazes de saber diferenciar uma mudança de entonação de voz, uma fisionomia, e sabem sim que fizeram algo. Como podemos afirmar que sim ou não em algumas coisas? Nem sempre temos todas as respostas.

Reforço sempre a minha opinião: Limites e rotina são importantes. Aliás acho que andam juntos também. Não sou pedagoga, psicóloga nem entendida profundamente nesse área, mas sou uma pessoa que observa e ousa manter o que acredito dar certo. Não é porque a minha filha não anda que vou tratá-la como uma coitadinha e não dar uma bronca quando for preciso. Sei quando fazer isso de forma consciente. Respeito os limites dela, mas sei também que ela se aproveita de estar perto do pai por exemplo pra manipular ou fazer o que quer - pois todos os filhos tendem a fazer isso com o lado que é flexível demais. Acho que tudo é equilíbrio.

Não há problema algum sair da rotina alguns dias, pois acredito ser saudável. Nós que temos filhos com alguma deficiência sabemos que nenhum dia é igual. Há rotinas que mudam o dia, como uma ida ao médico, o final de semana acordar um pouco mais tarde, fazer algo diferente. Acredito que é de extrema importância informar aos nossos filhos o que eles vão fazer no dia de hoje. Não importa o grau de compreensão, não importa que achem que ele não entendem. A informação dá segurança e com isso eles vão assimilando por acontecimentos e fazendo associação. Hoje não teve aula: É sábado ou domingo por perceberem uma rotina diferente mesmo se não souberem ou não puderem verbalizar.

Limites e rotinas fazem parte da nossa vida. São essenciais a todos nós. Com eles sabemos como nos portar em sociedade, dentro da nossa casa, como ser e estar. É importante para a nossa organização e a nossa relação com o tempo.

Adriana Silva

És o motivo de eu despertar sorrindo


Eu quero continuar por toda a minha vida enxergando milagre em ti - e eu sei que continuarei - porque és a minha luz, o presente lindo que Deus colocou em minha vida. E por todas às vezes em que eu respirar e sentir o calor da sua presença, agradecerei em paz, pois és o motivo de eu despertar sorrindo. 

5 de agosto de 2017

Não podemos querer que alguém saia do seu próprio caminho para seguir o nosso


A gente não pode se frustrar com o caminho dos outros.

A gente não pode punir alguém por suas escolhas, seu jeito de encarar a vida, seu modo de estar no mundo.

A gente só pode observar com amor e seguir o nosso próprio rumo.

A gente não pode se doer porque o outro não é como gostaríamos, porque a outra pessoa está num momento diferente, num outro passo, numa outra paisagem, num outro aprendizado.

A gente não pode ficar bravo porque, na nossa visão, uma pessoa parece não ver o óbvio, porque ela não desperta na mesma primavera que a gente, porque ela não escolhe o mesmo canteiro para cultivar, porque ela não se interessa pela mesma luz que vemos. A gente não pode dizer ‘venha ver o sol, que daqui da minha janela é tão lindo!’ Se a pessoa está no outro polo admirando a lua.

A gente não pode se revoltar com uma vida que não é nossa, com escolhas de outras almas, por sintonias diferentes. A gente não pode esperar que as frequências se igualem, ou melhor, podemos esperar, mas sem almejar, sem lutar, sem controlar. Qualquer luta destrói a delicadeza da liberdade.

A gente não pode achar que o nosso caminho é melhor, a gente não pode querer cuidar, se a pessoa não quer ser cuidada, a gente não pode esperar que regando uma flor ela se abra. A força da natureza das coisas é maior do que a de nossas mãos sedentas.

A gente só pode observar com amor e seguir o nosso próprio caminho.

A gente também não precisa parar e esperar, olhando para ver no que vai dar, acompanhando outro caminhar e torcendo para que ele possa, enfim, nos encontrar.

A gente não precisa saber o que se passa em outras cabeças. A gente não precisa entender os quebra-cabeças de outras almas.

A gente só pode olhar com amor, sem se envolver, respeitar e seguir o próprio caminho.

Liberdade é seguir, mesmo que sozinho, e encontrar belezas e surpresas que chegam sem esforço, sem empenho.

A gente só pode se empenhar em viver o próprio caminho.

Pra que se revoltar, sofrer se frustrar com alguém que não veio, que não viu, que não percebeu, que não entrou quando estávamos dentro? Pra que se esforçar para ensinar a lição que já sabemos de cor e salteado? Pra que exigir, reclamar, julgar, criticar as cenas do caminhar dos outros?

Livre arbítrio é andar no próprio ritmo, sendo o que se é sem medo de ferir, ajudando e sendo ajudado sim, mas com amor, com aceitação, com liberdade. Incondicionalmente.

Relaxar e deixar que cada um seja a própria escolha, a própria escola, a própria visão de mundo, a própria necessidade do momento.

(Clara Baccarin)

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